domingo, 9 de março de 2008
Perdoar-se
Justificar e perdoar uma mancada alheia é tão óbvio quanto lavar as mãos após ir ao banheiro.
Entretanto, quando o sujeito da ação ruim, mancada ou falha, sou eu, a história muda de rumo.
É tão difícil me perdoar por uma falha, perda de controle ou dia mal humorado. Uma resposta atravessada que eu dê, me faz ficar mal.
Não consigo justificar as minhas atitudes para mim mesma.
Muitas vezes o receptor da falha já esqueceu, já perdoou. Mas eu, com a minha rigidez, não me conformo!
Como pude escapar dos meus próprios olhos?
Da minha própria vigilância?
Aí, descubro que todo ser humano tem um limite e o meu, apesar de grande, existe.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Filosofia
Se não for, peço desculpas, e me coloco á disposição para citar o nome do autor .
Conversando coisas profundas com uma amiga, num momento de inspiração pérolas filosifais floresceram na janelinha do MSN dela.
"temos que aprender a lidar com a insegurança e não querer criar fortalezas"
"mas com pés atrás, não damos passos à frente"
"(...) Como gosto não se discute, se não gostarem de nós é sinal de mal gosto deles."
Eita falta do que fazer!!
sábado, 26 de janeiro de 2008
Imortalidade
José Saramago
Ensaio sobre a Cegueira
Ser especial
Especial: adj. 1. Relativo a uma espécie; próprio, específico. 2. Exclusivo, reservado. 3. Fora do comum.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Amigas
São aquelas que dá para contar nos dedos de uma mão.
É aquela que a gente dá bronca, para tentar ajudar, às vezes só piora. E ela tem a virtude de perdoar. Mesmo que eu tenha sido a primeira a chegar no bar no seu aniversário e esperar a todos por mais de 1h!!
É aquela que a gente programa a viagem e de última hora percebe, que por motivos de força maior, não poderá ir. Ela fica chateada (claro!), mas no final tem a virtude de deixar para trás e tentar combinar outra viagem!! Isso que é confiança!!
É aquela que ainda se surpreende com as minhas atitudes, por me achar muito certinha, apesar de anos e anos de histórias, confidências e bagunças.
É aquela que fica longe um tempão, mas que em uma tarde no shopping consegue por os assuntos em dia: desde os mais superficiais aos mais profundos!
É aquela que tem tantas coisas parecidas e tantas coisas diferentes que acaba provocando alguns conflitos. Todos de alerta mútos, ou de hipersensibilidade mútua, mas que sempre que uma precisa da outra, estamos lá!
Essas são as minhas irmãzinhas escolhidas por mim!!
São com elas que os programas mais bizarros, de índio ou até bregas se tornam ótimas histórias para se guardar no coração.
Amo vocês!!
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Feliz 2008!!!
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 23 de dezembro de 2007
Caixinhas de Natal
Aqui a gente tem que dar uma graninha para o lixeiro, os homens que medem água, luz, porteiro e sei lá mais quem.
Lembro que quando tinha uns 8 anos, estava sozinha em casa e o lixeiro passou pedindo a "caixinha". Eu, muito solícita, fui até a cozinha, peguei uma caixinha de fósforo e dei.
Dá para imaginar onde o lixeiro me mandou colocar a caixinha, né?
Mas acho que a maior gafe foi do a meu pai.
Num natal da minha infância, viemos para Campinas. E naquela época, ou somente naquele nicho familiar (não tenho certeza), as crianças pediam Boas Festas para os familiares (seria um dinheirinho extra, além do presente).
Então, chega meu primo e se dirige ao meu pai:
-Tio, me dá Boas Festas?
Meu pai, mais que prontamente, com seu espírito natalino:
-Boas festas, meu filho! Feliz natal e um ótimo Ano Novo!
Feliz Natal a todos!
Bjoks
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Momento Indignação

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
E as Sacolinhas de Supermercado?
Tinha uma opinião formada, mas parei para refletir sobre o assunto novamente.
Não adianta acabar com o uso das sacolinhas de supermercados, uma vez que a maioria das pessoas as reutilizam como saco de lixo. Isso geraria a compra de sacos de lixo e seria trocar 6 por meia dúzia. Entretanto, devemos fazer uso consciente das sacolinhas.
Virou mania, qualquer coisa que você compre, vem o "tiozinho" colocar dentro de uma sacolinha. Mesmo que seja somente um chiclete e um jornal. E, para piorar, a sacolinha é tão pequena que não cabe em nenhum lixo de casa. Poxa, carrega na mão, coloca na bolsa, mochila... O que custa?
Acho que o melhor é o equilíbrio, enquanto não estiverem disponíveis sacolinhas biodegradáveis, e mesmo depois que elas existirem, devemos usar somente o necessário (como já diria Mogli!).
Agora, um tema abordado em um dos emails que até agora não faço idéia da explicação é: qual a utilidade de se trocar os papéis toalha do banheiro por aquele secadores elétricos que não secam e geram gasto de energia??
sábado, 15 de dezembro de 2007
O que vou ser quando crescer?
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor.
Que é ser?É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer?
Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?Não dá para entender.
Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
CRTL+ALT+DEL

E, então, após uns minutinhos estava tudo resolvido. A máquina que pensa com a gente estava funcionando como nunca.
Que bom seria poder dar um CTRL+ALT+DEL naqueles momentos mais malucos da vida...
Quando começa aquela discussão, por puro desentendimento, ou aquele namoro que os dois se gostam mas algo não está indo bem, ou, ainda, aquela bobagem que você deixou escapar e ficou aquele clima chato. Imagina? Seria só dar o milagroso CTRL+ALT+DEL e m alguns minuos estaria tudo resolvido.Reiniciando...
Loading...
sábado, 15 de setembro de 2007
Descobertas
Mas dessa vez tudo foi diferente. Confesso que no começo fiquei com medo, deu até uma paúra. Entretando, não travei. Consegui fazer o que recomendo e faço com os amigos: ver o lado positivo do fim.
Nem todo fim é sinal de que acabou. Pode significar recomeço, novas oportunidades. E porque não aproveitá-las? Oportunidades de fazer 1 milhão de coisas. De dormir até tarde. De acordar de madrugada e atravessar 2 cidades para fazer um teste que mesmo depois de 1 mês ninguém lhe envia uma resposta. De dar aulas. De trabalhar em algo que nunca havia imaginado que poderia fazer. De descobrir (e reconhecer) os meus pontos fortes. De amenizar ( e deixar de me punir pelos) pontos fracos. De fazer novas amizades. De rever os velhos amigos. De conhecer pessoas novas e conversar com aquelas que estavam guardadas no coração há muito tempo.
Estou adorando essa nova fase!
Acho que estou descobrindo a felicidade e aprendendo que a gente só sofre o quanto a gente quer!
domingo, 9 de setembro de 2007
Biólogos, Parabéns!
Essa semana foi dia do biólogo (03/09) e quase deixei a data passar em branco! Dizer que adoro a biologia é chover no molhado. Acho demais quando as pessoas perguntam o que eu estudo (ou estudava?) e depois da surpresa, soltavam uma frase do tipo: "Que curso lindo que você escolheu! Parabéns!"Até aí, tudo são flores! Vamos estudar os animais, as plantas, as doenças, a ecologia, os microorganismos, a interação deles com o planeta e por aí vai... Para a minha sorte (ou azar) um biólogo pode atuar em milhares de campos! Poder, pode.. o problema está em conseguir!
Amo dar aulas, mas não gostaria que lecionar fosse minha profissão principal. Entretanto o mercado de trabalho para biólogo é bastante restrito, uma vez que a profissão foi regulamentada somente em 1979. Dessa forma, o biólogo tem pouco acesso a alguns setores que sempre tiveram cargos ocupados por farmacêuticos, médicos, veterinários ou engenheiros.
Por essas e por outras, paro para pensar: Vale a pena estudar o que gosta e não ter muita perspectiva do que vai ser "quando crescer" ou correr atrás de uma profissão que realmente lhe garanta algum futuro?
Nesses pensamentos comecei a enumerar biólogos que são bem sucedidos, são reconhecidos fora do meio acadêmico e estão vivos:
Ana Maria Braga, apresentadora de TV, bióloga formada pela UNESP de São José do Rio Preto;

Ronnie Von, cantor, apresentador, piloto, publicitário, botânico e economista.

Stephen Hillenburg, cartunista que criou o Bob Esponja, biólogo marinho.
Por esse pouco reconhecimento, divulgação do seu trabalho e retorno financeiro os biólogos só podem receber os parabéns, pela dedicação no seu trabalho !
PS: Se alguém se lembrar de outro, por favor, me mande no comentário que eu acrescentarei imediatamente aqui!
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Como se mata a saudade?
Saudade do tempo de escola, do cursinho, da graduação.
Dos amigos que a gente faz pela vida.
Das pessoas que se foram.
Daquelas que se mudaram para longe, mas continuam aqui bem perto.
Ou daquelas que estão perto, mas algo impede de encontrá-las.
Mas como a gente mata saudade?
Não sei!
Telefono, mando e-mails, abraço...
Mas o máximo que consigo é deixar a saudade machucada.
E, então, parece que ela cresce mais!
Beeeeeeeeijos a todas as pessoas que moram no meu coração!
sábado, 1 de setembro de 2007
De onde eu tiro essas coisas?
Ficava pensando, imaginando histórias e situações.
Imaginava como as coisas funcionavam e (sempre que possível) abria para ver como era dentro. Passava horas montando e desmontando. E quando sobravam peças? Ai, que sofrimento! E quando funcionava, mesmo sem algumas peças? Que alegria, achava que tinha descoberto uma nova maneira de algo funcionar!
Quando descobri que essa imaginação toda tinha seu lado bom (uia!).
É o que me faz ter bom humor com as voltas que a vida nos faz dar. O que me permite criar soluções para os problemas. Faz com que eu adore dar presentes diferentes e sempre que possível confeccioná-los (mesmo que seja só o cartão!).
Por outro lado proporciona histórias fantasiosas, pensar em mil possibilidades de como uma situação aconteceu, ou em ficar (pre)meditando o que pode acontecer.
Estou tentando minimizar o lado negativo. Deixá-lo apenas como pró-atividade (conheci essa palavra procurando emprego).
Adoro ter essa imaginação toda!
Adoro ter uma mente que não pára e que não se satisfaz com um só assunto!
Adoro precisar atuar em vários campos, ser flexível!
Só não sei como as pessoas "normais" aguentam tanta coisa ao mesmo tempo! Mas eu A-DO-RO!
domingo, 26 de agosto de 2007
Idéias boas!
Até aí, apenas interessante..
Comecei a fuçar e encontrei essa primeira página do jornal Portafolio, de Bogotá - Colômbia.
Achei a ilustração demais! A reportagem parece dizer a respeito de como iniciar uma empresa sem quebrar em pouco tempo..

Quando eu crescer quero ter idéias assim!
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Crise existencial
O que eu ganho escrevendo minhas idéias bobas aqui, se ninguém lê?
Nada! Como a maioria das coisas que eu gosto de fazer.
Escrevo por gostar de escrever... só isso!
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Nada como um dia depois do outro...
Normalmente as pessoas usam essa frase para expressar sua vontade de vingança desencorajada por algum pudor inato (eu mesma faço isso!), ou por um certo conformismo. Mas não é disso que quero falar e sim das voltas que a vida dá.
Você já parou para pensar nas situações que a vida nos coloca e depois que passa a gente percebe que nem precisava sofrer tanto para resolver. A cada dia que passa tento perceber mais isso: Sem desespero os problemas passam mais depressa.
sábado, 18 de agosto de 2007
Preciso dizer mais alguma coisa?

Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Cansei???
Claro que todos estamos cansados de corrupção, crianças de rua, pobreza, inseguração, falat de educação e todos os demais problemas que sofremos. Entretanto, os cansados se propõem a acordar o povo para a situaão atual do país.
Acordar como? Fazendo showzinho? Auto-promoção? Não consegui entender como, efetivamente, essas celebridades e "povo" da classe média alta paulistana vão acordar a população. Talvez saido de seus carros blindados, condomínios fechados???
Para completar, eles que se denominam movimento apartidário terminaram (mais uma vez) com o grito de FORA LULA. Não sei se a situação é para um impeachment. Mesmo porque, muitos deles fazem parte de grupos de direita ou centro-direita, e apoaram outrso políticos que são corruptos.
Eu decididamente CANSEI de auto-promoção explorando tragédias, vítimas, meio ambiente e problemas sociais!
bjoks a todos que não precisam se auto-promover!

